A América Latina se destacou como a principal impulsionadora do crescimento da oferta global de petróleo no primeiro trimestre de 2026, de acordo com um relatório do Goldman Sachs divulgado nesta segunda-feira. A produção regional média subiu 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 10,3 milhões de barris por dia (mbpd). O Brasil foi o grande motor desse avanço, contribuindo com cerca de 570 mil barris por dia (kbpd) do total de 960 kbpd de aumento na região, o que representa aproximadamente 60% do crescimento latino-americano. Esse desempenho permitiu que a região compensasse quedas em outras partes do mundo, enquanto México e Colômbia permaneceram estagnados. O crescimento foi impulsionado pela rápida entrada em operação de novas plataformas, como FPSOs. Para os próximos meses, a expectativa é de que o ritmo se mantenha acelerado com a ajuda da Guiana e da Argentina, compensando possíveis declínios na Colômbia e a produção estável no México. A Petrobras é vista como uma das principais oportunidades de investimento, com projeção de crescimento sólido de produção nos próximos dois anos e um rendimento de dividendos estimado em 16% para 2026 e 13% para 2027. A Shell e a Galp também são mencionadas como destaques, com o Brasil representando uma parcela significativa de seus portfólios.

Perspectiva de Mercado

A Petrobras (PETR4) parece posicionada para um curto prazo favorável, impulsionada pelo forte crescimento da produção e altos dividendos esperados, mas o cenário eleitoral pode trazer volatilidade. Recomenda-se cautela, monitorando os catalisadores políticos.


Fonte: InfoMoney

Aviso: este conteúdo é apenas uma análise informativa e não constitui aconselhamento de investimento.