Os preços do petróleo despencaram mais de 7% nesta segunda-feira, atingindo o menor patamar em duas semanas, impulsionados pelo otimismo de que Estados Unidos e Irã estejam próximos de um acordo de paz. A expectativa é que o entendimento permita a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial por onde transitam cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. Por volta das 14h29 (horário de Brasília), o barril do Brent caía US$ 7,24, cotado a US$ 96,30, enquanto o WTI recuava US$ 6,30, para US$ 90,88.

No sábado, o presidente Donald Trump afirmou que Washington e Teerã haviam negociado amplamente um acordo de paz, mas ambos os lados ainda divergem em questões centrais. No domingo, Trump orientou seus representantes a não acelerarem as negociações. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA esperam um bom acordo ou adotarão outra abordagem. Já o Irã afirmou que negocia o fim da guerra, sem tratar de questões nucleares.

Analistas alertam que a normalização do fluxo pelo estreito deve levar meses, enquanto instalações danificadas passam por reparos. Dados de navegação mostram que dois navios-tanque com GNL deixaram o estreito rumo ao Paquistão e à China, e um superpetroleiro com petróleo iraquiano seguiu para a China após quase três meses retido. Nos EUA, o número de plataformas de petróleo e gás subiu pela quinta semana consecutiva, atingindo 558, maior nível desde junho de 2025, mas ainda oito abaixo do registrado no ano passado.

Perspectiva de Mercado

O Nasdaq Composite pode enfrentar pressão de curto prazo devido à volatilidade nos preços do petróleo, que impacta setores de tecnologia e consumo. O ouro tende a se beneficiar como porto seguro em meio a incertezas geopolíticas, com potencial de alta moderada. O Bitcoin parece propenso a oscilações laterais, refletindo a aversão ao risco no mercado de criptomoedas.


Fonte: G1 Economia

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