As ofertas recebidas de potenciais investidores de referência para a Copasa ficaram abaixo do valor mínimo exigido pelo governo de Minas Gerais, que agora planeja alterar o processo de privatização da companhia de saneamento. Uma fonte próxima ao assunto informou à Reuters que os lances não atingiram o preço esperado, e haverá uma nova rodada de propostas. A Copasa já havia anunciado que a oferta pública secundária de ações, registrada na semana passada, seria modificada a pedido do acionista vendedor, o governo estadual, sem detalhar as mudanças. As ações da empresa fecharam em queda de 4,71%, a R$ 50,75. O governo mineiro afirmou que as alterações serão submetidas ao Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, e um novo cronograma será apresentado à CVM. Anteriormente, o anúncio do investidor de referência estava previsto para esta quarta-feira. Itaúsa, GIC e Equipav (acionistas da Aegea) apresentaram oferta pelos 30% da Copasa, assim como a Equatorial, acionista de referência da Sabesp. O governo detém 50% da Copasa e planejava vender 30% a um investidor de referência, levantando cerca de R$ 6 bilhões, além de ofertar 15% a outros investidores, mantendo 5%.

Perspectiva de Mercado

As ações da Copasa podem continuar sob pressão no curto prazo, devido à incerteza sobre o processo de privatização e ao preço mínimo não atingido. A perspectiva de uma nova rodada de ofertas pode trazer volatilidade, mas o interesse de grandes players como Itaúsa e Equatorial sugere potencial de valorização se os termos forem ajustados.


Fonte: InfoMoney

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